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Guia - Fundos de Investimento

  1. #1
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    Post Guia - Fundos de Investimento

    Olá pessoal,

    Acompanho ocasionalmente - por falta de tempo - essa seção do fórum e vejo que muita gente se interessa em investir mas ainda tem dúvidas sobre os produtos ou sobre qual a melhor solução para seu perfil.
    O hardmob faz parte da minha vida há quase uma década, apesar de ter criado conta somente há alguns anos atrás. Já mobiliei alguns cômodos de casa graças aos gafanhotos da área de promoções, sou muito grato pelo dinheiro economizado.

    Nunca quis misturar lazer com trabalho, mas hoje meu trabalho é meu lazer e decidi compartilhar meus conhecimentos com vocês, retribuir um pouco tudo o que já consegui através do fórum. Sou assessor de investimentos autorizado pela CVM, pós-graduado em mercado financeiro e possuo alguns daqueles certificados de frescura, tipo CPA 20 e PQO Operações BM&F Bovespa.

    Criei este tópico para elucidar um pouco as informações sobre Fundos de Investimento e tirar dúvidas que vocês possam ter. Caso alguém queira uma ajuda mais personalizada ou uma assessoria completa, fique à vontade para mandar MP; quanto mais pessoas eu conseguir ajudar, melhor!

    Vamos lá.

    Fundos de Investimento

    O que são?
    Fundos de investimentos são como condomínios, que reúnem recursos de um conjunto de investidores (cotistas) que têm um mesmo objetivo, obter ganhos financeiros. Funciona basicamente como um condomínio de apartamentos, no qual cada um possui uma cota (apartamento) e paga um terceiro para administrar e coordenar as tarefas do prédio.

    Regras para cotistas: os direitos e obrigações são iguais para todos os cotistas, independente do volume aportado. (horário para resgatar e aplicar, etc..)

    Como funciona?
    Quando um investidor aplica seu dinheiro em um fundo, ele compra uma determinada quantidade de cotas, cujo valor é diariamente apurado, ou seja, o valor da cota se altera diariamente, mas a quantidade de cotas possuídas permanece a mesma, e só será alterada quando o investidor compra mais ou vende parte de suas cotas.

    Quem é quem no mundo dos Fundos de Investimento?
    Em todo Fundo de Investimento existe a figura do Administrador, do Gestor, do Custodiante, da Auditoria e do Distribuidor.
    O Administrador é responsável pelo funcionamento do fundo no geral. Contrata e controla os prestadores de serviço e defende o interesse dos cotistas. O Gestor é responsável pela compra e venda dos ativos alocados no fundo, cabe a ele encontrar o melhor momento para efetuar as negociações e também decidir sobre em quais ativos investir, sempre seguindo as regras do fundo. O Custodiante é responsável pela guarda dos ativos do fundo. A auditoria faz a auditoria e o distribuidor (eu) faz a venda das cotas dos fundos.

    Tipos de Risco:
    Risco de Mercado - É o risco associado à possibilidade de desvalorização ou valorização do ativo em decorrência de alterações políticas/econômicas. Quanto menos diversificado é o fundo, mais suscetível ao risco de mercado ele está.
    Risco de Crédito - Risco decorrente da possibilidade de a contraparte não cumprir suas obrigações, ou seja, o pagamento de suas dívidas na data combinada. É o risco de tomar calote. Quanto maior o risco de crédito (ou qualquer risco), maior será o retorno/rentabilidade exigido pelo investidor, dado o risco tomado.
    Risco de Liquidez - Ocorre quando um ativo está com baixo número de negócios e poucas ofertas de compra e venda, com diferenças de preços oferecidos pela oferta e demanda. Quando um investidor tenta vender um ativo num mercado ilíquido (sem demanda), precisa sacrificar parte de sua rentabilidade para encontrar um comprador a um valor mais baixo.

    Como exatamente um profissional analisa o desempenho de um fundo?
    Além da rentabilidade passada (que não significa rentabilidade futura), profissionais analisam frequentemente o índice Sharpe do fundo. Este índice avalia a relação entre risco e retorno dos fundos de uma mesma categoria. Este valor pode ser acima ou abaixo de zero. Quando o Sharpe está acima de zero, significa que o retorno do fundo é adequado pelo risco que tomou.


    Tipos de Fundos de Investimento:
    Vimos que um Fundo de Investimento compra diretamente ativos/títulos/valores mobiliários disponíveis no mercado.
    Para que seja possível a comparação dos fundos de investimentos de forma mais fiel, a CVM divide os fundos de investimentos em 7 classes. Veremos os principais:

    Fundos Referenciados - Os fundos referenciados mais conhecidos são os Fundos Referenciados DI. Estes fundos buscam exclusivamente acompanhar as taxas diárias de juros (SELIC/CDI) e são beneficiados com um cenário de ALTA dos juros (são pós-fixados). Estes fundos devem investir no mínimo 80% em títulos públicos federais ou títulos de renda fixa privados classificados como "baixo risco de crédito", além de 95% do fundo ter de estar alocado de forma a acompanhar o benchmark escolhido.

    Fundos de Renda Fixa - Este tipo de fundo pode investir tanto em Renda Fixa prefixada ou pós-fixada, isto dependerá da estratégia do fundo. Em qualquer caso, devem ter no mínimo 80% do patrimônio investido em ativos de RF. Percebam que não necessariamente precisa ser títulos públicos. Pode entrar aqui crédito privado, ativos High Yield (de risco um pouco maior, porém com maior rentabilidade) etc...

    Fundos Multimercado - Estes fundos podem ser os mais simples ou os mais complexos do mercado, dada a possibilidade de investirem em mercado de renda fixa, câmbio, moedas, juros, ações, entre outros. Podem utilizar derivativos para alavancar suas posições em busca de maior rentabilidade (mais risco), ou para simplesmente fazer Hedge (proteção) de seus investimentos. Dependem muito da competência e talento da equipe de gestão para o market timing (escolha do melhor momento de aplicar em determinado setor ou ativo) e asset mix (alocação dos investimentos da forma mais eficiente possível). Os melhores profissionais do mercado estão nestes fundos, pois têm maior liberdade para buscar mais rentabilidade para os cotistas e consequentemente para si mesmos, devido à taxa de performance. Dentro de multimercados, existem diversas estratégias como os fundos quantitativos, multiestratégia, arbitragem

    Fundos de Ações - São fundos que devem ter no mínimo 67% da carteira em ações negociadas na Bovespa. São definitivamente indicados para os investidores de longo prazo (assim como os multimercado). Podem adotar diferentes tipos de estratégia para seus investimentos, como Long & Short, Long Biased, Fundos focados em ações que distribuem mais dividendos, podem também ser focados em análises quantitativas ou também investir considerando o potencial de longo prazo das empresas. Para cada fundo, existe um perfil de investidor.

    Fundos Cambiais - Estes devem manter no mínimo 80% do seu patrimônio investido diretamente ou indiretamente (via derivativos) à variação de preços de alguma moeda estrangeira ou a uma taxa de juro (cupom cambial). Os mais conhecidos e comuns são os Fundos Cambiais atrelados ao dólar, que têm como objetivo seguir a variação da cotação da moeda norte-americana.

    Existem também fundos que investem em outros fundos, como veremos abaixo:

    FIC FIS - Os Fundos de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento compram cotas de um ou mais fundos. Estes fundos devem ter no mínimo 95% do seu patrimônio alocados em fundos de investimento de uma mesma classe, à exceção de FIC FIS Multimercado, que podem alocar seus recursos em classes distintas.
    Os 5% restantes de seu patrimônio podem ser investidos diretamente investidos no mercado em títulos públicos ou privados.

    Como investir, afinal?
    Fundos de Investimentos estão disponíveis em todos os bancos e corretoras de valores. Bancos de varejo possuem somente os fundos do próprio banco, só começam a oferecer uma "plataforma aberta" quando o cliente chega no Private Banking. Corretoras independentes costumam ter acesso aos fundos de bancos de investimento, assets e gestoras especializadas. Com uma só conta na corretora escolhida, você pode ter acesso aos fundos de diferentes gestores, que disponibilizam seus fundos na prateleira da corretora para que ela faça a distribuição, assim o gestor do fundo pode se concentrar exclusivamente em gerir a carteira de investimentos.

    O que considerar em um Fundo de Investimentos?
    É essencial saber quem é a gestora, seu histórico passado e de seus fundos; qual a estratégia de investimentos adotada e qual o objetivo/retorno desejado no longo prazo. Se possível, conhecer quem são os profissionais que compõem cada fundo escolhido.
    Para Fundos DI, recomenda-se que não se pague mais que 0,5-0,7% de taxa de administração, pois ela afeta diretamente a rentabilidade neste tipo de fundo. Em fundos multimercado e de ações, desconfie de fundos que não cobrem taxa de performance. Sem taxa de performance, qual o incentivo que o gestor tem para bater o benchmark?


    Atualmente, a maioria dos fundos de investimento disponíveis no mercado brasileiro investe em ativos no próprio país. Poucas pessoas sabem, existem fundos disponíveis no mercado que investem em ativos no exterior (como debêntures de empresas americanas, por exemplo) que rendem dólar + a remuneração destas debêntures. A tendência é de este tipo de investimento seja cada vez mais comum e esteja mais disponível para os investidores de "varejo" no Brasil. Infelizmente, nosso mercado ainda é muito amador comparado à infinidade de possibilidades oferecidas em mercados mais maduros. Se não me engano, mais de 50% de todos os investimentos feitos no mercado financeiro holandês, por exemplo, vão para ativos de fora do país. Não faz muito sentido restringir seus investimentos a um único mercado e um único lugar. O mundo está aí cheio de possibilidades, só precisamos ir atrás.

    O mercado de renda fixa sem dúvidas é atraente hoje em dia, porém precisamos enxergar no longo prazo, e como investimento é um negócio de longo prazo, o que estamos esperando para diversificar nossos aportes de forma eficiente para que possamos alcançar nossos objetivos e chegar no 1-4% das pessoas que se aposentam de forma tranquila no Brasil?

    Sei que dúvidas surgirão, estou à disposição para ajudar no que souber e puder, tanto nas informações gerais quanto sobre determinados fundos em si (desde que eu tenha acesso às informações).

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  3. #2
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    Desculpe a ignorância, mas essa taxa de administração "recomendada" funciona como? É 0,5~0,7% sobre o rendimento ou sobre o valor investido? Se paga essa taxa ao mês?
    Como funciona o imposto nesse tipo de investimento?
    A liquidez depende do fundo?

  4. #3
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    Eu tenho 500,00 para investir, você me indica continuar minha faculdade de Eng Mec. que ja faço há 6 anos e ainda estou no 70%? ou investir em algo?

  5. #4
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    já tem um tópico sobre fundo de investimento.

  6. #5
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    What the bloody hell am i supposed to write here?
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    Citação Citando Mastergin Ver mensagem
    Eu tenho 500,00 para investir, você me indica continuar minha faculdade de Eng Mec. que ja faço há 6 anos e ainda estou no 70%? ou investir em algo?
    Cara, o retorno de terminar a faculdade é MUITO maior do que investir o dinheiro em alguma aplicação. Não deu para entender muito bem mas pelo que eu entendi, seria possível investir R$500 se você se abdicar de pagar a mensalidade da universidade.

    Se você fizer isso e conseguir encontrar um investimento maravilhoso que te renda incríveis 20%a.a - o que é IMPOSSÍVEL investindo valores tão baixos - e realizar religiosamente todo mês os aportes de 500 reais, ao final de 2 anos (Tempo mais do que suficiente para terminar esses 30% que faltam) você terá juntado R$14.590,10. O que seria facilmente obtido com pouco mais de dois meses de trabalho ganhando o piso salarial de um engenheiro.

    Depois de tantos anos é difícil ter animo mas não adianta querer dourar a pilular. Respira fundo e termina logo essa prr#.
  7. Dúvidas e/ou interesse em investimentos, aplicações e empreendedorismo? Acesse o fórum de Dinheiro & Negócios da hardMOB!

  8. #6
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    Citação Citando /Mrpd_ Ver mensagem
    Cara, o retorno de terminar a faculdade é MUITO maior do que investir o dinheiro em alguma aplicação. Não deu para entender muito bem mas pelo que eu entendi, seria possível investir R$500 se você se abdicar de pagar a mensalidade da universidade.

    Se você fizer isso e conseguir encontrar um investimento maravilhoso que te renda incríveis 20%a.a - o que é IMPOSSÍVEL investindo valores tão baixos - e realizar religiosamente todo mês os aportes de 500 reais, ao final de 2 anos (Tempo mais do que suficiente para terminar esses 30% que faltam) você terá juntado R$14.590,10. O que seria facilmente obtido com pouco mais de dois meses de trabalho ganhando o piso salarial de um engenheiro.

    Depois de tantos anos é difícil ter animo mas não adianta querer dourar a pilular. Respira fundo e termina logo essa prr#.
    Obrigado XD preguiças me condenam. kkkkkkkkkkkkkk

  9. #7
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    Citação Citando ibolorino Ver mensagem
    Desculpe a ignorância, mas essa taxa de administração "recomendada" funciona como? É 0,5~0,7% sobre o rendimento ou sobre o valor investido? Se paga essa taxa ao mês?
    Como funciona o imposto nesse tipo de investimento?
    A liquidez depende do fundo?
    A taxa de administração é cobrada ao ano. Como em um Fundo DI o gestor não faz nada além do que simplesmente comprar papéis que acompanham o CDI (atualmente 14,14% ao ano), a rentabilidade do fundo acompanhará o indicador de forma passiva. Como o gestor não tem quase trabalho para gerir o fundo e o retorno anual já é praticamente definido, não faz sentido pagar uma alta taxa de administração em um fundo deste tipo. Exemplo: se o fundo pretende acompanhar o CDI e este rende 14,14% em um ano, quanto maior a taxa de administração, menor será o rendimento do fundo. Um fundo DI com taxa de adm de 1% ao ano terá neste exemplo uma rentabilidade de 13,14%. Este é só um exemplo bem básico que usa como pressuposto que os papéis comprados pelo gestor rendam 100% do CDI.

    A tributação é de 22,5% se a venda das cotas for feita em até seis meses, 20% de seis meses até um ano, 17,5% um a dois anos e 15% a partir de dois anos.

    Fundos de Investimento são sempre líquidos para o investidor, você pode comprar ou vender cotas normalmente pelo preço da sua cota no dia. Alguns fundos pedem uma carência a partir do momento que você solicita o saque, para que o gestor possa encontrar o melhor momento de vender seus ativos sem prejudicar a sua rentabilidade e a dos outros cotistas.
    Última edição por WagSfc : 04-08-2015 às 15:38

  10. #8
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    Citação Citando Mastergin Ver mensagem
    Eu tenho 500,00 para investir, você me indica continuar minha faculdade de Eng Mec. que ja faço há 6 anos e ainda estou no 70%? ou investir em algo?
    Invista em você, obviamente. Sem uma renda decente você não conseguirá poupar para investir valores maiores no longo prazo. E sem uma boa formação você não conseguirá uma boa renda para investir

  11. #9
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    Citação Citando WagSfc Ver mensagem
    A taxa de administração é cobrada ao ano. Como em um Fundo DI o gestor não faz nada além do que simplesmente comprar papéis que acompanham o CDI (atualmente 14,14% ao ano), a rentabilidade do fundo acompanhará o indicador de forma passiva. Como o gestor não tem quase trabalho para gerir o fundo e o retorno anual já é praticamente definido, não faz sentido pagar uma alta taxa de administração em um fundo deste tipo. Exemplo: se o fundo pretende acompanhar o CDI e este rende 14,14% em um ano, quanto maior a taxa de administração, menor será o rendimento do fundo. Um fundo DI com taxa de adm de 1% ao ano terá neste exemplo uma rentabilidade de 13,14%. Este é só um exemplo bem básico que usa como pressuposto que os papéis comprados pelo gestor rendam 100% do CDI.

    A tributação é de 22,5% se a venda das cotas for feita em até seis meses, 20% de seis meses até um ano, 17,5% um a dois anos e 15% a partir de dois anos.

    Fundos de Investimento são sempre líquidos para o investidor, você pode comprar ou vender cotas normalmente pelo preço da sua cota no dia. Alguns fundos pedem uma carência a partir do momento que você solicita o saque, para que o gestor possa encontrar o melhor momento de vender seus ativos sem prejudicar a sua rentabilidade e a dos outros cotistas.
    Mas como a gente recebe o rendimento? É o valor da cota que vai subindo e recebemos ao vender a cota?
    E a liquidez da cota? Eu preciso vendê-la à outra pessoa, digo, passar pra outra pessoa (como ações)? Ou vendo de volta para o fundo?
    Como os fundos tratam o desespero do mercado? Na alta tá todo mundo investindo e na baixa tá todo mundo retirando... É somente com D+30, D+60, etc?

  12. #10
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    @jvolt @ibolorino


    A taxa de administração é uma taxa geralmente explicita em % por ano - tipo 1% a.a.

    Ainda sim, ela é PROVISIONADA na cota diariamente, e paga para o administrador geralmente mensalmente.

    O que isso quer dizer?
    Diariamente o administrador do fundo irá calcular uma despesa de 1%/360 (não sei se é simples 360 ou composto 252, mas irrelevante) e descontar do rendimento do fundo.

    A liquidez varia, tem D+1, D+15, D+30...até D+90 é relativamente comum.

    Para pensar no rendimento, pense o seguinte.
    Você é o único investidor do fundo, e colocou R$ 100.000 e comprou 1.000 cotas a 100 reais. O fundo foi lá e comprou 100.000 em título público.

    Depois de um ano os títulos valem R$ 110.000. Como existem 1.000 cotas, cada cota vale 110 reais. Ou seja, valorizou 10%.
    Você recebe o rendimento dessa forma - se você pedir o resgate integral, o fundo venderá os títulos, ficará com caixa, e devolverá o caixa remunerado.

    Em fundos normais você NÃO repassa a cota no secundário. você simplesmente pede resgate e o gestor irá vender parte dos ativos do fundo para cumprir o resgate. No exemplo acima, se vc tivesse pedido resgate de R$ 50 mil, ele iria vender R$ 50 mil em títulos para cumprir co ma obrigação da liquidação.

    Os fundos negociados em bolsa - no Brasil, basicamente os imolibiários e ETFs, você de fato vende a sua cota em bolsa. Mas não é o que acontece nos multimercados, renda fixa, etc.
    Às vezes falo coisas interessantes...

  13. #11
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    Citação Citando jvolt Ver mensagem
    Mas como a gente recebe o rendimento? É o valor da cota que vai subindo e recebemos ao vender a cota?
    E a liquidez da cota? Eu preciso vendê-la à outra pessoa, digo, passar pra outra pessoa (como ações)? Ou vendo de volta para o fundo?
    Como os fundos tratam o desespero do mercado? Na alta tá todo mundo investindo e na baixa tá todo mundo retirando... É somente com D+30, D+60, etc?
    @jvolt
    Desculpe a demora, fui visitar o véio no dia dos pais. Boa parte das suas dúvidas creio que o Holocaustous tenha respondido.
    Quanto à proteção contra o desespero do mercado, cada fundo tem sua estratégia, e também depende do tipo de fundo que você aplica. Alguns fundos de renda fixa, por exemplo, podem ter estratégia para acompanhar os juros de forma prefixada ou pós-fixada, tudo depende de como a equipe gestora do fundo analisa o mercado.

    Já em fundos multimercado, o gestor pode manter parte do patrimônio do fundo em ativos no exterior, por exemplo. Os fundos que têm ativos em dólar vêm apresentando um rendimento excepcional neste ano, na casa dos 60% de janeiro até aqui. Por isto, é importante conhecer a estratégia de cada fundo e conhecer o histórico de cada gestor. Outro ponto pouco conhecido pelos investidores é que fundos muito grandes, na casa das dezenas de bilhões de reais, muitas vezes se tornam paquidermes engessados, nos quais o gestor não tem muita liberdade para traçar uma estratégia, dado que qualquer alteração na alocação do fundo pode influenciar o mercado. Imagine que um destes fundos tenha ações de Petrobrás e identifique viés de baixa na cotação das ações, o gestor obviamente irá querer se desfazer da posição em Petro. Vamos supor que o fundo tenha 1 bilhão em Petrobras, imagine o trabalho que o gestor terá para se desfazer disso. O movimento terá que ser lento e gradual, para não pressionar a cotação para baixo e fazer com que a ação perca ainda mais seu valor, o que seria péssimo para os cotistas.

    Este é um dos motivos que alguns ótimos gestores limitam o patrimônio do fundo. Quando o valor captado atinge R$200 milhões (por exemplo), o fundo fecha para captação e o gestor trabalha com essa verba para diversificar seus ativos e buscar melhores rentabilidades.

    Quanto à liquidez, existem fundos para todos os gostos; D+0, D+1, D+3, D+30, até D+360 existe. Não existe melhor opção, tudo vai depender do seu perfil e dos seus objetivos. O mercado financeiro oferece soluções para todos os tipos de investidores. Se quiser uma ajuda para filtrar bons fundos e adequá-los às suas necessidades, me manda uma MP que te ajudo, trabalho com isso e seria um prazer.

  14. #12
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    Belo tópico.

    Eu tenho uma dúvida que pode parecer bem tola, mas vamos lá:

    Eu já aprendi que a rentabilidade dos fundos é apresentada já descontando as eventuais taxas de administração e performance. Só não é apresentado descontando o IRRF. Resta-me apenas uma dúvida com relação aos números apresentados de rentabilidade. Há por acaso algum tipo de 'pegadinha' nisso envolvendo o 'benchmark' ? Pois a maioria dos fundos que vejo com uma rentabilidade absurda fazem o benchmark com algum outro índice que não o CDI.

    Isso é: A rentabilidade apresentada tem alguma relação com o benchmark (i.e: tantos % superior ao benchmark) ou é uma rentabilidade REAL que bastaria descontar a alíquota de imposto quando o mesmo incide ?
    Última edição por perduraboz : 21-08-2015 às 9:03

  15. #13
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    @WagSfc

    Uma outra dúvida ingênua é como calcular o impacto do IRRF.

    Veja esse exemplo:


    Esse fundo tem 15% de alíquota e rendeu 21,69% nos últimos 12 meses.

    Estaria correto então fazer 21,69 - 15% ? No caso, esse fundo de lucro líquido seria praticamente uma poupança.
    Última edição por perduraboz : 21-08-2015 às 9:29

  16. #14
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    Citação Citando perduraboz Ver mensagem
    Estaria correto então fazer 21,69 - 15% ? No caso, esse fundo de lucro líquido seria praticamente uma poupança.
    A conta é diferente, a tributação é 15% de 21,69%, o que dá 3,25%.
    21,69 - 3,25 = 18,43% líquidos.

  17. #15
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    Citação Citando perduraboz Ver mensagem
    Belo tópico.

    Eu tenho uma dúvida que pode parecer bem tola, mas vamos lá:

    Eu já aprendi que a rentabilidade dos fundos é apresentada já descontando as eventuais taxas de administração e performance. Só não é apresentado descontando o IRRF. Resta-me apenas uma dúvida com relação aos números apresentados de rentabilidade. Há por acaso algum tipo de 'pegadinha' nisso envolvendo o 'benchmark' ? Pois a maioria dos fundos que vejo com uma rentabilidade absurda fazem o benchmark com algum outro índice que não o CDI.

    Isso é: A rentabilidade apresentada tem alguma relação com o benchmark (i.e: tantos % superior ao benchmark) ou é uma rentabilidade REAL que bastaria descontar a alíquota de imposto quando o mesmo incide ?
    Nenhuma dúvida é tola, sua dúvida pode ser a mesma de muita gente.
    A rentabilidade de um fundo é uma só, 11% nos últimos 12 meses, por exemplo. A relação com o benchmark é meramente de comparação. Se o benchmark escolhido for o CDI e este tiver rendido 10% nos últimos 12 meses, o fundo então teve um retorno de 110% do CDI.

    A rentabilidade apresentada é real e apurada diariamente na cotização do fundo, já descontada de taxa de administração e performance. Basta descontar a alíquota do IR.

  18. #16
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    Citação Citando perduraboz Ver mensagem
    Belo tópico.

    Eu tenho uma dúvida que pode parecer bem tola, mas vamos lá:

    Eu já aprendi que a rentabilidade dos fundos é apresentada já descontando as eventuais taxas de administração e performance. Só não é apresentado descontando o IRRF. Resta-me apenas uma dúvida com relação aos números apresentados de rentabilidade. Há por acaso algum tipo de 'pegadinha' nisso envolvendo o 'benchmark' ? Pois a maioria dos fundos que vejo com uma rentabilidade absurda fazem o benchmark com algum outro índice que não o CDI.

    Isso é: A rentabilidade apresentada tem alguma relação com o benchmark (i.e: tantos % superior ao benchmark) ou é uma rentabilidade REAL que bastaria descontar a alíquota de imposto quando o mesmo incide ?
    Os fundos tem que apresentar as "duas rentabilidades":

    1) A real, se voce colocou 100 reais, hoje ele vale 120, o fundo rendeu 20% no periodo

    2) Contra o benchmark, os fundos seguem algum indice, por exemplo: Renda Fixa segue o CDI, de ações seguem o ibovespa, IBX ou alguma cesta que o gestor definir, cambial segue PTax e tambem podem seguir algum benchmark hibrido, tanto definido pelo mercado quanto criado pelo gestor.
    O Benchmark é utilizado tanto para informação do investidor (quanto voce está ganhando a mais do que se tivesse colocado num CDB 100% do CDI vs o que ganha no fundo de RF por exemplo) quanto para calculo de remuneração do gestor nos fundos ativos (em geral a remuneração é um percentual do que o fundo ganhou a mais que o CDI nos multi mercados ou do que o Ibov nos de ações).
    Maldita inclusão digital

  19. #17
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    @gerotto e @WagSfc

    Brigadão mesmo pelas respostas. Entendi tudo agora e não tenho mais dúvidas.

    Coloquei 100k nesse fundo da print (BTG Pactual Absoluto FIS FIA). Vamos ver o que vem por aí :P

  20. #18
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    Pessoal, criei este tópico há algum tempo pra informar e explicar o funcionamento dos fundos de investimentos no geral.
    Como hoje tirei o dia de folga, decidi postar algo diferente, com breves explicações sobre alguns tipos de estratégias de alocação adotadas pelos fundos de investimentos. Percebo que a quantidade de pessoas que se interessam pelo mundo dos fundos é enorme, mas muitos acabam ficando no CDB/LCI por serem bastante simples e fáceis de entender. Mais pra frente irei postar alguns exemplos de fundos disponíveis no mercado.

    - FUNDOS DE CRÉDITO:

    Ø Forma de investir em empresas sem correr o risco de crédito de forma concentrada, pulverizando e diversificando a carteira;

    Ø Esses fundos investem em títulos públicos, dívida corporativa, como debêntures, CRIs, CRAs, Letras Financeiras ou, em alguns casos, FIDICs (fundos que aplicam em notas promissórias, duplicatas, cheques, carteiras de financiamento, etc);

    Ø O risco do fundo pode variar muito de um fundo para outro, uma vez que este está atrelado ao risco das empresas emissoras dos títulos;

    Ø Ficar atento quanto ao prazo de resgate, existindo fundos com liquidez diária e fundos com liquidez em D+180;

    Ø Voltado para todos os tipos de investidores, com créditos high grade ou high yield;

    Ø Forma de diversificar seus investimentos em renda fixa, diversificando o risco, uma vez que o fundo aplica em diversos ativos;

    Ø Devido a essa gama de ativos com graus de risco diferentes, o nível de risco do fundo de crédito privado pode variar, podendo ser mais ou menos conservador;


    - FUNDOS QUANTITATIVOS:


    Ø Fundos que baseiam suas estratégias em resultados de modelos quantitativos e equações de acordo com premissas montadas pelos gestores, com intuito de antecipar tendências e movimentos do mercado, baseando-se em histórico de cotações de ações e derivativos ou até mesmo do resultado das empresas;

    Ø Fundos com alta exposição em renda variável, portanto, alguns veículos da categoria podem apresentar alta volatilidade;

    Ø O assessor deve analisar bem o background profissional do gestor e da gestora, para ter confiança no investimento;

    Ø Por ser um fundo baseado em estratégias estatísticas, não há o risco de envolvimento emocional do gestor em relação ao mercado e à estratégia;

    Ø Alguns fundos se valem de tecnologia de ponta em sua gestão, realizando as transações em alta frequência – milissegundos – e um software gira os negócios automaticamente a partir das premissas do gestor, trazendo assim resultados consistentes e expressivos;


    - FUNDOS LONG & SHORT

    Ø Fundos cujas estratégias independem dos movimentos direcionais da bolsa, trazendo descorrelação com o mercado;

    Ø Estes fundos investem em pares de ativos do mesmo setor, porém acreditando na valorização de um e desvalorização de outro;

    Ø Usa-se o nome Long and Short, pois o fundo está “long” (comprado) em um ativo – o qual acredita que vá se valorizar – e “short” no outro, ao qual acredita-se que irá se desvalorizar;

    Ø Como funciona: Primeiro, o fundo aluga o ativo a uma taxa acordada com o detentor das ações e vende esses ativos no mercado – ponta short. Com o dinheiro que entra em caixa, ele compra os ativos da ponta long. Quando o ativo da ponta short atinge o preço mínimo estipulado pelo gestor, o fundo vende esses ativos, realizando o seu lucro (ou prejuízo). Quando o ativo da ponta long atinge o preço de acordo com o cenário traçado pelo gestor, o mesmo o vende no mercado. Logo, o resultado da operação será: (PREÇO DE COMPRA ATIVO LONG – PREÇO DE VENDA ATIVO LONG) + (PREÇO DE COMPRA ATIVO SHORT – PREÇO DE VENDA ATIVO SHORT – CUSTO DO ALUGUEL DAS AÇÕES);

    Ø Ótima opção para uma parcela da carteira de renda variável, principalmente para diversificação e mitigação de riscos;

    Ø É importante analisar o histórico do fundo e o histórico do gestor;


    - FUNDOS LONG BIASED


    Ø Possuem características parecidas com o Long and Short, uma vez que podem ficar long em um ativo e short em outro;

    Ø Possui maior exposição à bolsa do que o Long and Short, pois podem adotar também estratégias somente long, caso o gestor acredite em movimentos de alta do mercado;

    Ø Normalmente, a exposição líquida de bolsa varia de 40% a 80%;

  21. #19
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    Como este tópico trata de fundos, aproveito para postar uma dúvida que abordo também em outro tópico:

    Tenho um fundo BB renda fixa 500 para poder deixar a grana do mes rendendo e, no final, cobrir as despesas que pago todas com cartão de crédito. A aplicação está com resgate automático.

    Quando o cartão é pago no débito automático a grana no fundo já passou de 30 dias, por isso, não paga IOF. Porém, já vai ter entrado o salário do mes seguinte e terei colocado-o no fundo, ou seja: no fundo há uma parte da grana sobre a qual incide IOF no resgate e outra não.

    Nessa circunstancia, será resgatado automaticamente para cobrir os debitos da conta corrente a grana sobre a qual incidirá IOF ou sobre a qual não incidirá IOF?

  22. #20
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    Wag,

    Vejo muitos fundos multimercado principalmente aonde existe uma discrepância muito grande de taxas de ADM cobradas bem como performance, etc... Poderia me dizer qual é a taxa de ADM aceitavel para entrar em um fundo ? se possivel, categoriza-las.. por exemplo.. fundos de renda fixa aceitar no maximo 1%.. fundos multimercado no maximo 2% e fundos de ação, 3%..

    agradeço.

    obrigado.

  23. #21
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    Citação Citando CooKie Ver mensagem
    Vejo muitos fundos multimercado principalmente aonde existe uma discrepância muito grande de taxas de ADM cobradas bem como performance, etc... Poderia me dizer qual é a taxa de ADM aceitavel para entrar em um fundo ? se possivel, categoriza-las.. por exemplo.. fundos de renda fixa aceitar no maximo 1%.. fundos multimercado no maximo 2% e fundos de ação, 3%..
    Fundos DI -> Máximo de 0,7%, pois não há tantos gastos para a manutenção do fundo nem um trabalho ativo do gestor em bater algum benchmark, por exemplo.
    Fundos de Renda Fixa -> Neste caso, podem existir o de gestão ativa, quando há uma equipe de gestão e analistas atuando de forma permanente para buscar estratégias de ganho para bater algum benchmark, e o de gestão passiva, quando o fundo simplesmente segue alguma carteira de investimentos de forma a acompanhar o benchmark (CDI, Bovespa, IMA-B, etc...). Diria que, na média, 1% está bem pago. Dependendo do fundo, até 1,5% ainda vai.

    Fundos Multimercado -> Aqui o mindset é outro, preocupe-se menos com a taxa de administração e mais com a competência e histórico de rentabilidades do fundo. Lembrando que todas as rentabilidades que aparecem nos relatórios, plataformas de corretoras, etc, já são livres de taxas de administração e performance. Na média, 2% ao ano costuma ser a prática do mercado, com 15% ou 20% de taxa de performance do que bater o benchmark. Pessoalmente, eu só aloco em fundos que COBREM taxa de performance. Isso é um incentivo ao gestor a trabalhar diuturnamente pela melhor rentabilidade do fundo, para que assim seu bônus venha maior no fim do ano.

    Fundos de ações -> Aqui também varia muito. Explico: alguns fundos têm o perfil de montar posição em uma carteira de ações e aguardar o resultado da estratégia elaborada. Outros fundos têm o perfil mais de comprar e vender com muito mais frequência, aí talvez os custos com corretagem, emolumentos, e taxas no geral podem pesar, e isso ser repassado ao cliente em forma de taxa de administração maior. Diria que, para um fundo com gestão ativa, até 3% está ok. Já fundos de gestão passiva, pague no máximo 1% a 1,5%.

  24. #22
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    Citação Citando WagSfc Ver mensagem
    Pessoalmente, eu só aloco em fundos que COBREM taxa de performance. Isso é um incentivo ao gestor a trabalhar diuturnamente pela melhor rentabilidade do fundo, para que assim seu bônus venha maior no fim do ano.
    Permita-me discordar @WagSfc mas eu não gosto de taxa de performance até porque o valor costuma ser muito alto (25 a 50% do que superar o Benchmark). Quando o gesto r acerta a mão, vc tem que dividir com ele o lucro mas quando ele erra o prejuízo é só seu. Acompanho o rendimento destes fundos e vejo que muitos deles batem o benchmark em um período e perdem no outro. Na média, o coitado do investidor até ficaria empatado com o benchmark, mas como ele teve que pagar a tal taxa de performance, acaba ficando no preju.

    Mas esta é minha opinião, é claro, motivada por algumas invertidas que já levei com fundos. Hoje em dia, é só RF mesmo.

  25. #23
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    Vou tentar colocar toda semana informações sobre fundos específicos, sei como é difícil obter informações mais detalhadas sobre o funcionamento dos fundos, então espero que ajude de alguma forma.

    O primeiro que postarei sobre é o BBM Maraú FIC FIM. A BBM Investimentos é responsável pela gestão de recursos de terceiros e atua nos mercados de Fundos. A instituição faz parte do Grupo BBM, o grupo financeiro privado mais antigo do Brasil, fundado em 1858. Os recursos sob gestão estão alocados em fundos de Renda Fixa, Multimercados, Renda Variável, através de uma ampla gama de produtos especializados para atender às necessidades dos segmentos Private, Institucional e de Distribuição.
    Teve a premiação de 1º lugar na Categoria “Focadas – Alocação Mista Flexível - Top Gestão 2015 Revista ValorInveste

    Os fundos investidos buscam oportunidades, principalmente, nos mercados de taxa de juros pré e pós-fixadas, índices de preço, moeda estrangeira, renda variável e derivativos diversos. O BBM Maraú poderá, através dos fundos investidos, manter até 20% dos seus recursos em ativos financeiros negociados no exterior.
    A tomada de decisão é definida em três etapas: a primeira é a elaboração do contexto macroeconômico apropriado, baseado na análise econômica top-down nacional e internacional. Em seguida, análise de impacto nos preços dos cenários plausíveis e construção de preços teóricos com objetivo de identificação de oportunidades de investimento. Por fim, monitora-se ativamente os fluxos e eventos de mercado para escolher o melhor momento para contrução do portfólio.

    A equipe de gestão é composta por 8 integrantes de Renda Fixa e Moedas e 6 de Renda Variável, que se reúnem e discutem cenários diariamente com as equipes de Macroeconomia, composta por 9 pessoas, e Análise de Bolsa, com 8 pessoas.

    Histórico de rentabilidade:
    2013- 176% do CDI
    2014- 107% do CDI
    2015- 147% do CDI

    Liquidez: D+30 (30 dias corridos após a solicitação do resgate)
    Aplicação Mínima: Na XP, o mínimo de alocação no fundo é R$20 mil. Diretamente na BBM, o mínimo é de R$300 mil.

  26. #24
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    Citação Citando Pac Ver mensagem
    Nessa circunstancia, será resgatado automaticamente para cobrir os debitos da conta corrente a grana sobre a qual incidirá IOF ou sobre a qual não incidirá IOF?
    A regra é resgatar do aporte mais antigo para o mais novo. Funciona assim tanto em fundos no geral quanto em previdência (que não deixam de ser fundos).

  27. #25
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    Citação Citando WagSfc Ver mensagem
    Fundos DI -> Máximo de 0,7%, pois não há tantos gastos para a manutenção do fundo nem um trabalho ativo do gestor em bater algum benchmark, por exemplo.
    Fundos de Renda Fixa -> Neste caso, podem existir o de gestão ativa, quando há uma equipe de gestão e analistas atuando de forma permanente para buscar estratégias de ganho para bater algum benchmark, e o de gestão passiva, quando o fundo simplesmente segue alguma carteira de investimentos de forma a acompanhar o benchmark (CDI, Bovespa, IMA-B, etc...). Diria que, na média, 1% está bem pago. Dependendo do fundo, até 1,5% ainda vai.

    Fundos Multimercado -> Aqui o mindset é outro, preocupe-se menos com a taxa de administração e mais com a competência e histórico de rentabilidades do fundo. Lembrando que todas as rentabilidades que aparecem nos relatórios, plataformas de corretoras, etc, já são livres de taxas de administração e performance. Na média, 2% ao ano costuma ser a prática do mercado, com 15% ou 20% de taxa de performance do que bater o benchmark. Pessoalmente, eu só aloco em fundos que COBREM taxa de performance. Isso é um incentivo ao gestor a trabalhar diuturnamente pela melhor rentabilidade do fundo, para que assim seu bônus venha maior no fim do ano.

    Fundos de ações -> Aqui também varia muito. Explico: alguns fundos têm o perfil de montar posição em uma carteira de ações e aguardar o resultado da estratégia elaborada. Outros fundos têm o perfil mais de comprar e vender com muito mais frequência, aí talvez os custos com corretagem, emolumentos, e taxas no geral podem pesar, e isso ser repassado ao cliente em forma de taxa de administração maior. Diria que, para um fundo com gestão ativa, até 3% está ok. Já fundos de gestão passiva, pague no máximo 1% a 1,5%.
    @WagSfc , estou procurando um bom fundo de investimento multimercado para aplicar e apos pesquisar alguns, achei interessante o fundo AZUL QUANTITATIVO FUNDO DE INVESTIMENTO MULTIMERCADO, mesmo entregando um resultado ruim em 2014, abaixo do CDI, nos ultimos 5 anos gostei do desempenho... parece um fundo interessante.. vc o conhece ? tem algo a dizer dele ? abraço.

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